terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Capítulo IV – Mors Finis Omnium Rerum

Encontrei nesta noite, sexta-feira, tio Asdrúbal lendo a Bíblia. Falou-me do bom ladrão, lembrou-me da desumanidade nos cárceres, lembrou-me da intolerância, ódio e das pessoas inimigas do gênero humano. Refestelou-se na poltrona em que estava a ler a Bíblia e cochilou. Marquei a página onde ele parara sua digna leitura e a guardei na biblioteca.

Peractum Est!

sábado, 11 de junho de 2011

Tercième Chapitre - Général Lampion

Em uma dessas tardes ensolaradas de inverno, lembramos de minha bisavó, dona Arcília Pereira da Silva. Que saudades. Mas vamos à estória.
Estava minha bisa, em Pilar, nas Alagoas, com seus tenros vinte e poucos anos, em suas terras quando, à distância, avistou um grupo armado galopando em sua direção. Ao chegar, apeou-se o líder, um famigerado capitão. Disse ele: "Madame da Silva, s'il vous plaît, pouvons-nous rester en le votre châteaux seulement cette nuit?". Respondeu ela: "Oui, monsieur lieutenant". Indignado, o capitão reclamou: "Lieutenant, non, Madame! Général!".
Assim contava minha bisavó Arcília. Que saudades!
O homem não é senhor de seu sopro de vida, nem é capaz de conservá-lo. Ninguém tem o poder sobre o dia de sua morte, nem a faculdade de afastar esse combate; e o crime não pode salvar o criminoso.
Eclesiastes 8,8

terça-feira, 31 de maio de 2011

Capítulo Ii - Fúnebre


Não há besta alguma, por mais feroz, que não conheça a piedade.
Mas eu não a conheço, de sorte que não sou besta alguma.
William Shakespeare - The Life And Death Of Richard III

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Capítulo I– Victor Hugo


Condenar alguém que furta por fome é o momento fúnebre em que a sociedade se distancia, e alcança o irreparável abandono, de ser razoável.
Tradução Livre – Les Misérables – Victor Hugo

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Cóloquios com Meu Tio Asdrubal" - Prólogo

Não sei se lhes disse mas vou lhes dizer: tenho um tio materno legítimo.
Chama-se Asdrubal. Meu tio Asdrubal é um desbocado.
Nos fins de semana horas e horas ficamos a tagarelar, divagando sobre comportamento, sociedade, literatura, artes, as vicissitudes da vida, enfim, toda e qualquer cousa.
Veio-me a ideia de cá, nesse espaço, publicá-las, por toda a polêmica que se produz nesses colóquios, que julgo curiosas, e também por gozadas que são.
Espero que lhes interessem e lhes façam rir.
A todos os post acrescento, quando possível alguns textos emprestados, que podem ter relação.
...mas o mundo repousa na burla, e a própria vida é um logro. Quanto à alma, é também uma ilusão.
Quo Vadis - Henryk Sienkiew